Hermínio Carreira Querido, presidente da SNES e Urbindústria
Um projecto essencial
Durante a cerimónia de
assinatura do protocolo, o presidente da Siderurgia Nacional – Empresa de
Serviços e da Urbindústria, Carreira Querido, referiu que «este é o corolário de
um trabalho que se iniciou em 2003, numa lógica de diálogo permanente com a
Câmara Municipal do Seixal sobre várias vertentes da requalificação deste
território. Quando assumimos este cargo, em Setembro de 2003, demo-nos logo
conta da importância estruturante deste projecto. Algum trabalho já estava
feito, mas o encontrar de soluções tinha de passar por um diálogo com a
Autarquia e foi isso que fizemos. Em relação ao Estudo de Ordenamento, gostaria
de destacar três aspectos: o do ordenamento do território, a questão ambiental e
as infra-estruturas e equipamentos. Foram-nos apresentadas várias soluções que
agora vamos ter que enquadrar no estudo, pois a recuperação desta área é, de
facto, uma preocupação nossa. Queremos cumprir o prazo que está protocolado e
por isso vamos continuar a trabalhar como até aqui».
Requalificação ambiental
Carreira Querido salientou
depois a questão ambiental: «Quando falamos em requalificação ambiental, falamos
na remoção e tratamento de resíduos, mas também na monitorização futura de todo
o parque empresarial, pois as empresas têm de ter mecanismos de controlo da
poluição que produzem. Dos 372 hectares estão já aprovados estudos de impacto
ambiental para 112 hectares: 80 são do PIS III, já com estudo de loteamento
aprovado, e recentemente foi aprovado um outro para os 32 hectares onde se prevê
instalar a Companhia Siderúrgica Nacio-nal (CSN). Os restantes 260 hectares
vamos qualificar no âmbito deste Projecto. Em termos de investimento podemos
garantir que a viabilidade do estudo está assegurada.
«Do Programa-Base,
gostaria ainda de destacar o seu objectivo estratégico – o desenvolvimento
sustentável económico, social e ambiental. Queremos executar este projecto e
demonstrar que é compatível a existência da indústria com a permanência da
população, sem a poluição que hoje existe em Paio Pires e da qual a SNES não é
responsável.»
O empresário destacou
ainda «as infra-estruturas que este projecto contempla: um interface com uma
estrutura rodoviária, outra ferroviária e um terminal portuário, no qual estamos
muito empenhados. Temos desenvolvido vários contactos e há empresas interessadas
na sua exploração, no sentido de viabilizar o terminal portuário e reactivá-lo
rapidamente. São igualmente essenciais a ligação rodo-ferroviária com o Barreiro
e a redefinição do percurso do Metro Sul do Tejo. Estamos optimistas na
concretização efectiva deste Plano e vamos trabalhar por este objectivo».
A Siderurgia Nacional – Empresa de Serviços
e a Urbindústria
A
SNES e a Urbindústria, empresas de capitais públicos, são hoje
prestadoras de serviços e imobiliárias que dispõem de 170 hectares de
zonas industriais consolidadas e 200 hectares disponíveis para
logística, comércio, serviços e habitação.
Depois do encerramento da antiga Siderurgia Nacional, foi criada, em
1991, a Urbindústria, mediante destaque de parte do património da
Siderurgia para promover a utilização dos terrenos que não estavam
adstritos à actividade industrial. Em 1993, foram criadas três novas
empresas: SN – Empresa de Produtos Longos, SN – Empresa de Produtos
Planos e SN – Empresa de Serviços. Em 1995, foi privatizada a SN –
Empresa de Produtos Longos e, em 1996, a SN – Empresa de Produtos
Planos, que se passou a designar por Lusosider – Aços Planos.
A SN
– Empresa de Serviços manteve-se em funcionamento como produtora de aço
pela via integrada (produtos semiacabados) até Março de 2001, altura em
que foi desactivado o Alto-Forno, prosseguindo a sua actividade, desde
então, como empresa prestadora de serviços. Hoje, a SNES fornece a
energia eléctrica, a água, a segurança e as infra-estruturas às empresas
que integram o parque industrial.