|
Rede de Acessibilidades
Condição indispensável para o desenvolvimento
Boas
acessibilidades são geralmente sinónimo de desenvolvimento. No caso da
Siderurgia Nacional (SN), essa verdade mantém-se, já que, quanto melhores elas
forem, mais fácil e rápido será o desenvolvimento logístico e industrial. As
acessibilidades são, aliás, condição indispensável para a instalação de novas
empresas e indústrias nos 372 hectares de terreno da SN, alvo do estudo de
ordenamento, e constituem também um suporte ao desenvolvimento da actividade
económica.

Actualmente,
o acesso à área da Siderurgia Nacional centra-se na congestionada EN10-2, que é
também o principal corredor de acesso a outras áreas urbanas do Concelho,
obrigando à coexistência de um grande volume de tráfego de ligeiros e pesados.
Descongestionar a EN 10-2
Deste modo,
para além da rede viária interna à área de intervenção, que terá como funções
distribuir o tráfego local, importa prever a existência de uma via paralela ao
rio Coina, que funcione como alternativa ao corredor da EN 10-2, e que esteja
ligada à rede rodoviária principal, nomeadamente à EN 10 e futuramente ao IC21 e
IC13, através da CRIPS (IC 32).

Há que
assegurar que a nova rede viária, bem como as beneficiações a levar a cabo na já
existente, permitam a ligação com a Estação Ferroviária de Coina, que constitui
um importante interface rodo-ferroviário de transporte público e privado, na
Península de Setúbal, assegurando o acesso ao porto de Setúbal.
Importante
também é beneficiar o corredor da EN 10-2, entre a entrada da SN e a EN 10,
prevendo a duplicação de faixas de rodagem, de modo a facilitar a circulação de
tráfego de pesados, conjugando-o com o restante tráfego de atravessamento, assim
como assegurar o desnivelamento do nó de ligação com a EN 10.
A rede de
acessibilidades deve contribuir para a estruturação da área de intervenção.
Nesta perspectiva, a EN 10-2 apresenta potencialidades como eixo estruturador
deste território, fazendo a separação entre dois espaços distintos. Importa por
isso que esta via assuma características de alameda urbana, podendo vir a ser
prolongada até ao terminal fluvial do Seixal, garantindo, deste modo, uma
ligação deste interface com a EN 10.
Travessia
Seixal/Barreiro
Outra das
questões que se colocam ao desenvolvimento da área da SN e também do Concelho é
a travessia do Esteiro de Coina entre o Seixal e o Barreiro e que se perspectiva
como um eixo fundamental para articular os dois concelhos e todo o Arco
Ribeirinho Sul. Pretende-se garantir um corredor de atravessamento da ER 10, bem
como a sua articulação com a rede viária existente.
Nesta
travessia, importa ainda considerar a inserção do Metro Sul do Tejo (MST)
permitindo que, no futuro, duas hipóteses alternativas ou complementares de
traçado fiquem salvaguardadas. No Anteprojecto de 1995 do MST, está previsto que
o corredor ligue directamente o Seixal ao centro urbano do Barreiro, passando
junto das instalações do Instituto Hidrográfico da Marinha. Propõem-se que seja
considerado um corredor alternativo ligando o MST ao terminal fluvial do Seixal
e a sua inflexão para sul, com o intuito de servir os novos espaços urbanos e
industriais previstos para a zona Norte da Siderurgia, atravessando para o
Barreiro através de uma estrutura integrada rodo-ferroviária.
Terminal
portuário
No âmbito do
Programa-Base definido para a Siderurgia será ainda reaberto o terminal
portuário e construído um ramal ferroviário de carga que faça a ligação ao Porto
de Setúbal.
A
localização do terminal portuário da área industrial é um elemento-chave, dado
que o mesmo poderá condicionar a travessia do Esteiro de Coina, quer em termos
de corredor e de ligação à rede rodoviária primária do Seixal e do Barreiro,
quer em termos do tipo de ponte a construir.
Interessa
que a localização do terminal portuário seja equacionada tendo em conta que
deve: permitir que os produtos entrados e saídos por essa via acedam facilmente
às unidades industriais principais de que dependem; garantir que a ligação
viária (ponte) interconcelhia Seixal-Barreiro não inviabilize ou dificulte as
ligações viárias da malha rodoviária interna da Siderurgia; evitar
constrangimentos ao corredor da travessia interconcelhia, na zona em que o
Esteiro de Coina é mais estreito e onde se prevê uma ligação viária do lado do
Barreiro; do lado do Seixal, deverá permitir as ligações à rede rodoviária
primária; permitir que a ponte que estabelecerá a ligação Seixal-Barreiro se
localize, preferencialmente, a montante de modo a que a passagem de embarcações
que afluirão àquele porto não fique condicionada.
Caso a ponte
se situe a jusante do terminal fluvial, os problemas detectados são da seguinte
natureza: por um lado, será necessária uma ponte com um vão livre elevado, de
modo a permitir às embarcações acederem ao terminal portuário, o que implicará
uma ponte mais cara.
Se for
considerada a hipótese do MST servir a parte Norte dos terrenos da Siderurgia,
coloca-se também a necessidade de viabilizar a construção de uma ponte mista
interconcelhia rodo-ferroviária.
Ramal
ferroviário de mercadorias
A inserção
do ramal ferroviário de mercadorias previsto na área de intervenção e que
servirá as zonas industriais e o terminal portuário a criar terá igualmente que
ser equacionada, quer em termos territoriais quer na sua articulação com a rede
rodoviária envolvente. Interessa, pois, que a rede viária interna da Siderurgia,
bem como a rede ferroviária, sejam estudadas em conjunto de modo a garantir a
sua compatibilidade.
Sabe-se para
já que o ramal de ligação ferroviária da estação de Coina à rede interna do
Parque Empresarial e das empresas SN Longos e Lusosider, ficará concluída em
2006. Nesta altura, estará executado o projecto do traçado entre a estação de
Coina e a travessia de EN 10, estando em estudo o restante percurso. Em
simultâneo, está em avaliação a reabilitação e reconversão da rede interna, cuja
realização deverá acompanhar os trabalhos do ramal de ligação.

Requalificação da área da antiga Siderurgia Nacional - índice
|